As funções executivas são importantes para o processo de aprendizagem na infância? Esse questionamento vem crescendo cada vez mais entre os profissionais da área da Educação.

Antes de tudo, afinal, o que são as funções executivas? Entende-se essas funções como um conjunto de processos cognitivos que possibilitam ao indivíduo perceber e responder aos estímulos do ambiente, gerenciar e antecipar ações e comportamentos, mudar a direção de pensamentos e comportamentos quando necessário, antecipar e planejar metas.

Vários componentes cognitivos estão relacionados aos processos executivos, como o controle inibitório, a memória operacional, a flexibilidade cognitiva, o planejamento, a capacidade para resolução de problemas, assim como monitoramento e gerenciamento de múltiplas tarefas e ações (Chan, Shum, Toulopoulou, & Chen, 2008; Morigushi, Zelazo, & Chevalier, 2016).

Porque as funções executivas são importantes para a aprendizagem? Esses processos são fundamentais para a criança realizar suas atividades cotidianas e escolares, pois permitem que ela consiga focar a atenção e selecionar e inibir informações de acordo com uma situação específica, por exemplo, deixar de prestar atenção na conversa dos colegas para ouvir a explicação da professora. Possibilitam a capacidade de pensar antes de agir, de suprimir comportamentos impulsivos em função de um objetivo (auto-controle). Além disso, as funções executivas se relacionam a capacidade de gerenciar informações em um período de tempo determinado, de relacionar essas informações segundo um contexto (memória operacional), como por exemplo, na resolução das etapas de um problema matemático. Esses processos são necessários, também, para que a criança consiga alternar e/ou mudar pensamentos e comportamentos conforme a necessidade (flexibilidade cognitiva), como nas atividades de reconto de histórias ou quando a criança necessita recontar uma história com um final diferente.

As funções executivas são relevantes para a aprendizagem da leitura e compreensão de textos. A memória operacional, a habilidade de fazer inferências e de integrar as informações presentes no texto são processos cognitivos importantes para que a criança possa refletir e compreender o que está lendo. Em relação a aprendizagem da matemática, ela necessita da habilidade de raciocínio lógico para estabelecer as relações entre números e operações. Para tal, ela precisa sustentar a informação para manipulá-la mentalmente (memória operacional), além da habilidade de abstração e flexibilidade cognitiva para a realização desses processos mentais (Diamond, 2013).

Um bom desenvolvimento das funções executivas pode contribuir para um incremento no desempenho acadêmico, assim como para o desenvolvimento de habilidades de autorregulação e metacognição na infância. Portanto é essencial que o profissional fique atento às potenciais dificuldades que a criança possa apresentar no contexto da escola. Nestes casos uma intervenção precoce se mostra um caminho essencial a ser trilhado.

Pensando na importância dessas funções, criamos os programas de estimulação cognitiva na infância PENcE e CENA. Estes programas proporcionam aos profissionais um conjunto de habilidades e técnicas para estimulação de crianças ainda em fase escolar (Ensino Fundamental I). Encontramos resultados muito positivos em nossas pesquisa e resolvemos trazer isso em formato de Curso Online para os alunos do Ilumina.

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Chan, R., Shum, D., Toulopoulou, T., &Chen, E. Y. H.(2008) Assessment of executive functions: review of instruments and identification of critical issues. Archives of Clinical Neuropsycholoy, 23(2), 201-216.

Diamond, A. (2012) Activities and programs that improve children’s executive functions. Current Directions in Psychological Science, 21(5), 335-341.

Diamond, A. (2013) Executive functions. Annual Review of Psychology, 64, 135-168.

Meltzer, L. (2010). Promoting executive functions in the classroom.New York: The Guilford Press.

Morigushi, Y., Zelazo, P. D., Chevalier, N. (2016). Development of executive